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02/06/2008 20:22
Que o clássico sirva de alerta
O clássico paulista de ontem à tarde na Vila Belmiro serviu apenas para uma coisa: acender um sinal de alerta para ambas equipes.
Numa partida nivelada por baixo, tanto o peixe quanto o tricolor paulista mostraram uma carência imensa no setor de criação, sendo que houve poucas chances reais de gol para ambos. Faltava um toque refinado, um último passe, incumbência dos pouco inspirados Hugo e Rodrigo Tabata, que ainda não atuaram bem nesta temporada.
O Santos demonstrou maior empenho depois da saída de Leão. Falta agora mais conjunto, mais corpo, o que deve acontecer com a chegada de um técnico e, pelo menos, um reforço para a ala direita. Já o São Paulo precisa o quanto antes de um bom armador, um autêntico camisa dez, para solucionar o problema da falta de gols, já que a bola nunca chega redonda para os atacantes tricolores. Além disso, Muricy Ramalho precisa entender definitivamente que, mesmo em má fase, Dagoberto é infinitamente superior ao Borges, ainda mais atuando ao lado do Aloísio.
Que sirva de alerta para os dois clubes, que buscam bem mais que as atuais posições intermediárias no campeonato.
Gallo no Galo
Mesmo sendo apenas sua segunda partida no comando do Atlético-MG, o técnico Alexandre Gallo já começa a encontrar um padrão para o time. Na vitória sobre a Portuguesa, o treinador promoveu mudanças que já surtiram efeito. A começar pelo esquema tático, com três zagueiros, que deu maior liberdade aos alas Coelho e Calisto, muito explorados nas subidas da equipe ao ataque. O inconstante e lento zagueiro Marcos foi substituído pelo promissor zagueiro artilheiro Welton Felipe. Mas, torcedor do galo, não se anime muito: o jovem defensor não é a solução definitiva para os problemas do setor, já que o clube não possui reservas a altura no elenco. Terá que contratar para agüentar a maratona de jogos.
Vale lembrar que o adversário também deixa muito a desejar. A lusinha não começou bem o campeonato e foi presa fácil para o agora embalado Atlético, que tem a chance de derrubar Muricy Ramalho do São Paulo, sábado, no Morumbi.
Robinho
Dunga deu a entender, em entrevistas recentes, que Robinho já garantiu sua vaga para Pequim, pelo seu futebol imenso e também pelo empenho e satisfação demonstrados pelo atleta quanto joga com a camisa amarela (com a azul também, se me permite a piada).
Dunga pode ainda não ser o comandante ideal para o Brasil, como eu acho que não é. Pode também parecer passivo e às vezes até menor perante alguns atletas. Porém, se confirmar a convocação de Robinho para os jogos olímpicos, vai obter o maior êxito de seu ciclo na seleção, fazendo justiça a um dos poucos craques da atualidade que sente orgulho em jogar pelo Brasil.
Escreveu Luan Campos (luancampos00@yahoo.com.br)
enviada por LEDSport
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