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09/06/2008 18:45
A sorte acompanha a competência

O Grande prêmio do Canadá de Fórmula 1 foi, até o momento, a mais emocionante e imprevisível etapa da temporada. O grande favorito à vitória, Lewis Hamilton, cometeu uma barbeiragem incrível e ainda tirou Kimmi Raikonen da prova. Falta de atenção, assumida inclusive pelo autor da “obra”.
A corrida sobrou então para Felipe Massa. Não. A Ferrari mais uma vez pisou na bola com o brasileiro, que mesmo assim conseguiu um heróico quinto lugar e protagonizou a ultrapassagem mais bonita do ano, deixando para trás dois carros de uma vez só, o de Kovaleinen e o de seu compatriota Rubens Barrichello.
O talentoso polonês Robert Kubica viu o primeiro lugar cair em seu colo. Mas não foi atoa, pura sorte. O piloto da BMW foi o segundo colocado nos treinos classificatórios para o GP de Montreal, optando por fazer duas paradas. Sem contar que o piloto de apenas 23 anos é agora líder do campeonato, sendo o mais regular dentre os primeiros na tabela (só não pontuou na Austrália). Apesar de não ter chances reais de conquista do título, Kubica mostra que isto é questão de tempo. Por enquanto, o primeiro lugar no Canadá já está de bom tamanho.

A sorte acompanha a competência, parte dois

Após o abandono de Hamilton e Raikonen, Felipe Massa tinha tudo para buscar a vitória no circuito de Montreal, porém mais uma vez a Ferrari vacilou e num erro no reabastecimento do carro do brasileiro, tirou dele as chances de sair de lá com a liderança do campeonato, e com folga.
O brasileiro teve de retornar aos boxes e apelar para a ousadia, para que o dano não fosse maior. O que faltou para a Ferrari nas duas últimas provas, sobrou para Massa no Canadá: competência. Com várias ultrapassagens, sendo uma delas fantástica sobre a Mclaren de Kovaleinen e a Honda de Barrichello (já citada acima), o brasileiro mostrou que, nem os adversários e nem os erros de sua equipe parecem diminuir seu favoritismo ao título.

Cala a boca Galvão

Não sei se é a idade ou se ele sempre foi assim. Ontem eu tive a vontade de quebrar a televisão a cada vez que o Galvão Bueno comentava sobre o asfalto de Montreal e sobre o Barrichello. Provavelmente não sou o único.
Acredito que o narrador da Globo deva estar procurando até agora os “buracos” causados pelo recapeamento feito às vésperas da corrida. Houve problemas no asfalto? Sim. Mas não acredito numa irresponsabilidade tão grande da organização a ponto de comprometer a realização da prova, de forma segura para os pilotos.
E o Rubinho? Alguém se lembra dele? Não dá pra esquecer, com o Galvão ressaltando a cada volta a importante sétima posição do piloto da Honda. Não há dúvidas de que o brasileiro fez grande corrida ontem. O que irrita é que ele fez grandes corridas ontem e em Mônaco, o que é muito pouco para dois anos de equipe. De fato seu carro é limitadíssimo e ele está andando a frente de seu companheiro de equipe, Jenson Button. O que não dá pra fazer é ficar a prova inteira ressaltando as qualidades dele, sendo que quem mereceu realmente elogios foi o talentoso (esse sim) Robert Kubica. Enquanto isso, “o asfalto ta muito ruim e daqui a umas dez voltas ele começa a soltar, aí que eu quero ver...”. É duro de assistir.

Escreveu Luan Campos (luancampos00@yahoo.com.br)
enviada por LEDSport






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